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25 maio 2011

Amarras


Há muito ando com um nó
preso na garganta
que entala
as minhas palavras,
que engasga a minha fala,
que me veta
de forma bruta
deixando somente a culpa
e a distância que era curta,
entre nós,
se torna profunda
e as amarras já sem folgas
ficam ainda mais duras.

De braços atados
não vou mais ficar.
Esse desconforto
vai ter de acabar.
Não estamos sendo justos
um com o outro.
Melhor parar agora
e sofrer um pouco
do que continuar
e dobrar o sufoco.

01 julho 2009

Toada

É muito difícil fazer planos,
sonhar e me deparar com enganos.
Mas será que foi 
realmente um equívoco
desejar tanto algo que no momento
me fazia total sentido?!
Me sinto como se eu fosse 
a mais tola por isso.

Se o problema não está em mim, 
como você diz,
por que interromper bruscamente
um sentimento que estava a fluir?
Como não sentir 
uma cruz em minhas costas
se simplesmente 
você me virou as costas
como se fosse a coisa mais simples
ter que engolir sentimentos e dores
e dar em troca risos
e olhares doces de compreensão
ao que é imcompreensível.

É muito difícil fingir que sou forte,
segurar as lágrimas 
desses profundos cortes,
esconder o sangue vermelho
em meio ao gris do meu peito
e tentar encarar que meu erro 
foi um acerto pelos poucos, porém, marcantes momentos
em que fomos um só no mesmo toque
de uma melodia cheia
de sustenidas emoções 
e bruscos cortes.

Mas agora estou só nessa toada.
Sou voz e instrumento
de pensamentos e ressalvas.