Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador . Mostrar todas as postagens

02 agosto 2011

A Mercê



Sabe quando a gente acorda
com o peito apertado,
um travo na garganta
que não deixa passar da boca
o gosto amargo?

Tudo se desequilibra
e eu não consigo fazer
com que minha vida se harmonize
depois que perdi você de vez.

De dia finjo estar
nem um pouco interessado
mas à noite me revelo
e deixo o meu pranto ser
no travesseiro abafado.

E me surgem mil perguntas
que não consigo entender.
Reconheço a minha culpa
e o jeito agora é viver à mercê.

Por fora tento não demonstrar a dor
mas por dentro
não há como juntar os pedaços.

Tudo se desequilibra
e eu não consigo fazer
com que minha vida se harmonize
depois que perdi você de vez.


E me surgem mil perguntas
que não consigo entender.
Reconheço a minha culpa
e o jeito agora é viver à mercê.

25 maio 2011

Amarras


Há muito ando com um nó
preso na garganta
que entala
as minhas palavras,
que engasga a minha fala,
que me veta
de forma bruta
deixando somente a culpa
e a distância que era curta,
entre nós,
se torna profunda
e as amarras já sem folgas
ficam ainda mais duras.

De braços atados
não vou mais ficar.
Esse desconforto
vai ter de acabar.
Não estamos sendo justos
um com o outro.
Melhor parar agora
e sofrer um pouco
do que continuar
e dobrar o sufoco.