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23 dezembro 2010

Paradoxo Total



Eu estou cansada 
de tanto procurar.
As coisas que quero
não são tão fáceis 
de se encontrar.
Não que eu queira 
o impossível realizar
mas tudo se torna difícil
se as armas que tenho 
não podem machucar.

Não quero destruir vidas,
não sou assim tão mesquinha.
Me considero um pouco realista.
Extrapolo a margem do bom senso,
revelo um lado pessimista,
talvez um tanto sado-masoquista.

Preciso desmascarar
a minha face de boazinha
e deixar amostra o meu lado
de autodepreciativa.

Como ser única 
e guardar tantas outras
dentro de uma?
Antagonismo puro 
é a vida minha.
Mas quem está livre 
desse paradoxo total
que nos faz revelar
sermos um ser diferente 
por dia?

12 janeiro 2010

Devaneios

Quero algo forte o bastante
que me leve mais que alguns instantes
para espaços siderais
e que em movimentos constantes
faça todo o meu corpo flutuante
viajar entre espirais.
Me perco em um mundo distante
em meio a descoberta de nuances
nunca antes ditas reais.
Ter uma mente brilhante
é bem melhor que um gris anulante,
meras massas cerebrais.

E em pleno movimento 
eu vejo o mundo
parando a passos lentos.
180 graus, 
rotação que dou em mim mesmo.
Quero ouvir o silêncio
e entender o som 
que me traz o vento;
vozes, gritos, choro, 
sorrisos e tudo mais.

E em pleno movimento 
eu vejo o mundo
parando a passos lentos.
Eu quero ouvir o silêncio 
e entender o som
que me traz o vento;
vozes, gritos, choro, 
sorrisos e tudo mais.
Gigantes moinhos nada cordiais.

Nada cordiais, tempos.
Nada cordiais, gritos.
Nada cordiais, risos.
Nada cordiais, filhos.