Mostrando postagens com marcador desprezo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desprezo. Mostrar todas as postagens

12 agosto 2013

Ballon


Você me tomou de assalto 
uma bexiga.
Soprou esperança
e de amor o balão se enchia.
Depois amarrou, deu um nó,
fez dele o que queria.
Largou quando dele enjoou
e no ar se perdia.

Mas aquele balão
era o meu coração
que judiaria.
Mas aquele balão
 era o meu coração
Que no ar se ia.

Vaguei ao sabor do vento
Você longe via
E quanto a distância aumentava
Mas você queria.
O seu desespero chegou
Feliz eu assistia.
E o mundo girou e girou
E hoje estou por cima.

Mas aquele balão
Saiba é o meu coração
Que de você judia.
Mas aquele balão
Saiba é o meu coração.
Por cima do seu desprezo

Eu vou num voo.

30 agosto 2011

Batata Frita


Se você soubesse o quanto 
as palavras machucam, 
trituram.
Se você sentisse na pele 
o que eu sinto 
quando ouço suas injúrias
talvez você pensasse duas vezes 
antes de cometer essas loucuras,
talvez você pensasse duas vezes 
antes de cometer tais loucuras
que desfiguram.

Se eu tivesse coragem de revidar!
Mas não! Não dá!
Da minha boca 
nunca sairiam palavras impuras.
No máximo, 
eu indagaria orações puras
alertando sobre a dor 
da minha penúria.
Mas nunca duras palavras,
palavras duras,
duras palavras que duram,
que perturbam!.

Minhas palavras ecoariam 
como uma música bela
porém, pra você não passaria de uma simples canção brega.
E porque não dizer que se por outra, 
a minha canção fosse entoada,
soaria como uma melodia adocicada.
Enquanto a mim,
pobre intérprete desprezada, 
só restariam as batatas
(de preferência assadas).