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30 agosto 2011

Batata Frita


Se você soubesse o quanto 
as palavras machucam, 
trituram.
Se você sentisse na pele 
o que eu sinto 
quando ouço suas injúrias
talvez você pensasse duas vezes 
antes de cometer essas loucuras,
talvez você pensasse duas vezes 
antes de cometer tais loucuras
que desfiguram.

Se eu tivesse coragem de revidar!
Mas não! Não dá!
Da minha boca 
nunca sairiam palavras impuras.
No máximo, 
eu indagaria orações puras
alertando sobre a dor 
da minha penúria.
Mas nunca duras palavras,
palavras duras,
duras palavras que duram,
que perturbam!.

Minhas palavras ecoariam 
como uma música bela
porém, pra você não passaria de uma simples canção brega.
E porque não dizer que se por outra, 
a minha canção fosse entoada,
soaria como uma melodia adocicada.
Enquanto a mim,
pobre intérprete desprezada, 
só restariam as batatas
(de preferência assadas).

20 agosto 2011

No Meio do Caminho


Pare no meio do caminho
e olhe para trás.
Veja tudo o que você está deixando
e que não volta mais.

Pare no meio do caminho
e pense bem no que você faz.
Ao menos uma vez 
escute o seu coração
e deixe a razão pra trás.

Não vá embora.
Meu bem, 
lembra que alguém chora
por te amar demais.
Não faça dois corações sofrerem.
Eu não aguento mais 
ver você destruindo
nossa felicidade e a nossa paz.

Pare no meio do caminho
e não tenha medo 
de voltar atrás.
E quem quiser 
que ache que é loucura
As coisas que se faz 
quando se ama demais.

Pare no meio do caminho.
Se você não vier 
é o meu amor que vai
à sua procura para lhe dizer:
- Tristeza nunca mais!.

Não vá embora.
Meu bem, 
lembra que alguém chora
por te amar demais.
Não faça dois corações sofrerem.
Eu não aguento mais 
ver você destruindo
nossa felicidade e a nossa paz.