20 agosto 2011

No Meio do Caminho


Pare no meio do caminho
e olhe para trás.
Veja tudo o que você está deixando
e que não volta mais.

Pare no meio do caminho
e pense bem no que você faz.
Ao menos uma vez 
escute o seu coração
e deixe a razão pra trás.

Não vá embora.
Meu bem, 
lembra que alguém chora
por te amar demais.
Não faça dois corações sofrerem.
Eu não aguento mais 
ver você destruindo
nossa felicidade e a nossa paz.

Pare no meio do caminho
e não tenha medo 
de voltar atrás.
E quem quiser 
que ache que é loucura
As coisas que se faz 
quando se ama demais.

Pare no meio do caminho.
Se você não vier 
é o meu amor que vai
à sua procura para lhe dizer:
- Tristeza nunca mais!.

Não vá embora.
Meu bem, 
lembra que alguém chora
por te amar demais.
Não faça dois corações sofrerem.
Eu não aguento mais 
ver você destruindo
nossa felicidade e a nossa paz.

13 agosto 2011

O Ato Final


Não gosto quando as coisas
fogem do meu controle.
Me sinto torpe; sem proteção.
Perder o papel principal
pra ser coadjuvante
é rebaixar um romance
a um mero besteirol total.

Sufoco qualquer sentimentalismo
fingindo um lado arisco
mas não sei como lidar com o risco
e me mato por isso.
Se não fosse por alguns detalhes
o meu personagem
sairia de um sonho em rabisco
pra viver o ato final.

Mas eu fui triturado e engolido
pela vida real.

08 agosto 2011

Absolutamente Absurdo


Quem é você
que resolveu aparecer?
E de uma forma absurda
enganou a minha astúcia
e me fez tremer.

Perdi o chão,
embaralhou me coração
e de uma forma absoluta
me deixou assim confusa;
acho que é paixão.

E você apareceu do nada
no dia certo, na hora exata,
fez o meu mundo 
se encher de graça.
Sou feliz!

E de uma forma absurda,
de maneira absoluta 
vive em mim.

02 agosto 2011

A Mercê



Sabe quando a gente acorda
com o peito apertado,
um travo na garganta
que não deixa passar da boca
o gosto amargo?

Tudo se desequilibra
e eu não consigo fazer
com que minha vida se harmonize
depois que perdi você de vez.

De dia finjo estar
nem um pouco interessado
mas à noite me revelo
e deixo o meu pranto ser
no travesseiro abafado.

E me surgem mil perguntas
que não consigo entender.
Reconheço a minha culpa
e o jeito agora é viver à mercê.

Por fora tento não demonstrar a dor
mas por dentro
não há como juntar os pedaços.

Tudo se desequilibra
e eu não consigo fazer
com que minha vida se harmonize
depois que perdi você de vez.


E me surgem mil perguntas
que não consigo entender.
Reconheço a minha culpa
e o jeito agora é viver à mercê.

28 julho 2011

O Mistério de Viver Bem


Levo as coisas muito a sério
e isso pode prejudicar.
Quero me apropriar do mistério
que existe em saber ponderar.
Atrasei todos os relógios
tentando algum tempo ganhar.
Mas que doce ilusão, eu sonhei em vão
que a vida poderia esperar.

E contrariando a maioria
eu não tenho medo de morrer
o que me preocupa é pensar que bem
não poderei viver.
Do que me adianta 
uma existência inteira de privações,
se estou cercada por mil 
maléficas intenções?

E por isso eu me pergunto:
- pra onde é que eu vou,
se mesmo indo pr’outro mundo,
à salvo eu não estou?
Tenho que me apropriar de como
me livrar do mal humor.
Tenho que me apropriar 
de como aproveitar
o tempo que me restou.

23 julho 2011

Outra Vez Você



Sei que errei
por isso paguei
 ao ter que deixar pra trás 
quem mais amei.
Mas eu voltei quando notei
que se pode ser feliz 
mais de uma vez.

Por onde passei 
mil pistas deixei
pra não arriscar me perder, 
eu pensei!
E nem reparei 
que eu mesma criei
a chance de reaver 
o que sonhei.

Mas se eu ficasse 
baixinho chorando
ou me perguntando o "porque",
 até quando?
Eu ia sofrer, 
eu ia morrer 
por perder você.

E se eu ficasse 
baixinho chorando
ou me perguntando o "porque", 
até quando?
Eu não ia ver, 
eu não ia ter outra vez!.

14 julho 2011

Ira (A Impiedosa)


Não quero poder onipotência
e onipresença ter.
Vida eterna jamais;
Prefiro a dos mortais.
Não sou Deus.

Me descontrolei.
Mostrei meu lado humano
outra vez.
Não quero magoar mais.
Será que eu sou capaz
de fazer o bem?

Procuro no mundo um ser
capaz de dizer se eu mereço ter
uma chance de absolvição ou não.

A raiva não me deixa ver
o lado celestial que eu podia ter.
Minha ira seria mortal
mas, Deus não dá asa a cobra no final!.

10 julho 2011

Soberba (A Megalomaníaca)


Geniosa, cocada de sal.
Perigosa, instinto animal.
Orgulhosa, só se acha a tal.

Esquece, meu bem, 
que a vida não tem
dó de quem é superficial.

O espelho diz 
que tão vaidosa 
não há igual.

Gasta o que não tem 
por ser invejosa;
um descontrole total.

Passa o dia inteiro 
se apreciando;
megalomania é o seu mal.

Tão linda por fora,
por dentro só danos!

Estética irracional.
Um pecado capital!.

04 julho 2011

Nada Será Como Antes



Pr’um planeta distante
quero me transportar.
Rumo ao desconhecido
espero me encontrar.

Nada será como antes.
Outra escolha;
novas chances!.

A distância altera
o foco, o som, o toque, o ar.
Quem sabe fora da terra
os meus sentidos vão despertar.

Nada será como antes.
Outra escolha;
novas chances!.

Será que mesmo inconstante,
conseguirei por um fim
ao rompantes dilacerantes,
se assim sou eu?

Será que mesmo errante
conseguirei ter um dia
instantes marcantes
pra dizer que são meus?

Nada será como antes.
Outra escolha;
novas chances!.

25 junho 2011

Pela Alforria do Samba


Viro a noite acordada 
atrás de um samba bom
que lave os males da alma 
ao som de um negro tom.
E prezo minha autonomia 
de fazer engrossar
o coro pela alforria 
de poder sambar.

E mesmo na velha senzala 
em meio aos grilhões
não houve como interromper 
as manifestações
que davam vida à resistência 
através dos sons
e amenizavam as dores 
desses corações.

Mas prezo minha autonomia 
de fazer engrossar
o coro pela alforria 
de poder sambar.
E isso dá vida à bravura 
através dos sons
que sempre entoavam 
no samba negros corações.

18 junho 2011

Efeito dos Feitos


Todo segredo 
no fundo é imperfeito
e eu tenho medo 
dos seus efeitos.
Muito cuidado 
porque de todos os lados
se tem um erro 
cobrindo um acerto.

Todo segredo 
no fundo tem um defeito
e eu tenho medo 
dos seus efeitos.
Muito cuidado 
porque todos os seus feitos
terá um preço 
que te manterá preso.

Nada ameniza 
o meu horror
diante de falsas 
provas de amor.
Pra mim 
sua figura desbotou
mas suas mentiras 
ganharam cor.

13 junho 2011

De Alma Lavada


Andei demais 
em busca de um lugar
onde encontrasse a paz.
E o que me traz aqui de volta
não me levará jamais.

Eu achava 
que era longe daqui
que estava 
algo melhor pra mim.
Eu lutava 
contra a angústia em mim
que me alertava 
pra não ir embora assim.

Neguei o que pressenti.
Fui precipitada,
totalmente errada!
Sofri mas aprendi
a ser mais sensata
e menos apressada.

Mas mesmo assim
as coisas que vi
me deixaram marcas,
lembranças guardadas.
Chorei, sorri
mas voltei pra casa
de alma lavada.

09 junho 2011

Somos O Que Somos (E Ninguém Vai Mudar)


Minha sina
já estava traçada,
metas e opiniões
pré-moldadas,
minhas rotas determinadas
dentro de uma área
delimitada.

Não quero uma vida
pré-fabricada
dessas de livros
de contos de fadas
e nem uma existência
maquiada.
Quero prosseguir
de cara lavada.

Mas nossos sonhos
não vão ter de acabar.
Somos o que somos
e ninguém vai mudar.
O meu destino
eu mesma vou criar.
Somos o que somos
e ninguém vai mudar.

Se pra mim a vida
era um segredo
agora sei quanto o mundo
é imperfeito.
Assumo os riscos
e todos os erros
mas quero
o que é meu por direito.

Mas nossos sonhos
não vão ter de acabar.
Somos o que somos
e ninguém vai mudar.
O meu destino
eu mesma vou criar.
Somos o que somos
e ninguém vai mudar.

30 maio 2011

Ingratidão


Não há compreensão
diante da ingratidão.
E eu tenho atada as mãos
e qualquer esboço de reação.

Só sinto ter sido em vão
todo o empenho e dedicação.
E que golpe é a decepção!
Algo tão indefensável ao coração
que estava sem nenhuma guarda.

Fui apedrejada por duras palavras,
apunhalada pelas mãos
que me carinhavam,
imobilizada por desmascarar a farsa
e dilacerada por ter dado tudo de mim
a quem não merece nada.

25 maio 2011

Amarras


Há muito ando com um nó
preso na garganta
que entala
as minhas palavras,
que engasga a minha fala,
que me veta
de forma bruta
deixando somente a culpa
e a distância que era curta,
entre nós,
se torna profunda
e as amarras já sem folgas
ficam ainda mais duras.

De braços atados
não vou mais ficar.
Esse desconforto
vai ter de acabar.
Não estamos sendo justos
um com o outro.
Melhor parar agora
e sofrer um pouco
do que continuar
e dobrar o sufoco.

20 maio 2011

Triste Sina


Quantos passos para trás
ainda vou dar
se não há saída
pra quem hesita.

Se valesse a pena
me esconder,
não contar...
Mas, algum dia
alguém me desvendará.

E as feridas adormecidas
vão despertar
e o meu corpo sangrar.

E triste é a sina
de quem hesita se revelar
e da verdade se esquiva.

11 maio 2011

Sem Volta


Eu não volto atrás da minha decisão.
E eu tenho certeza cada vez mais
que foi melhor o “não”.

Coisas que ficam...
coisas que vão...
Lembranças do passado
que rodeiam o coração.

Mas optei em buscar uma solução
e o agora é o que me importa
desde então!.

O que está
e o que pode estar lá
é muito melhor do que foi.

O que está
e o que pode estar lá
é muito melhor que tudo que já foi!.

05 maio 2011

DÓ dê RÉ


DÓ, dê RÉ de MIm;
não FAz assim.
Mas dó, dê ré de mim
não me deixa deprimir.
Ficar só agora
pra mim seria ruim.
Mas olhar o SOL LÁ fora
é deixar o bem falar por SI.

DÓ, dê RÉ de MIm;
não FAz assim.
Mas dó, dê ré de mim
não me deixa decair.
Olha o SOL LÁ fora,
logo a lua vai surgir.
Mas olha o sol lá fora,
a luz dos astros fala por SI.

DÓ, dê RÉ de MIm;
FAça o SOL surgir.
LÁ encontre em SI
um final feliz pra mim.